Entropia.

Ele dizia que se amava, e ela não acreditava muito.

Vai ver era ela que por não saber (se) amar
achava que todo mundo também não sabia.

A culpa é tua.

Por ser tão inseguro, tão maluco.
Sou eu o problema?
De verdade ou dentro da tua cabeça?

Nunca quis nada com você,
Mas não posso mudar de idéia?
Pel'amor,
cê precisa mesmo de tanta prosopopéia?

Pode jogar tudo pra cima de mim,
Com exceção de... não!,
me deixa,
devia lembrar que pedra não beija,

desde pequena
do bolo eu só peguei a cereja.


Eu misturo as histórias,
invento os fatos,
acredito nas minhas mentiras
só pra preencher meus e teus
hiatos.

Acontece que eu esqueço,
sempre acabo me envolvendo.
Não tem como, e eu até mereço
isso de jamais ter teu apreço.

O tempo não passa

nem voa.

Ele nada,
até afunda,
e de vez em quando tudo.

Esquecido,

não esqueça:
um mais um são só dois
porque um é um.

Desculpa, não consigo.

Nunca me senti tão esquisita,
jamais pensei que faria isto
em toda minha vida.

Não tenta me acalmar,
me convencer, que vergonha!
Eu aqui tentando colocar minhas coisas no lugar.

Eu não sei gostar
pela câmera, sem tocar
Mas ah, no que raios fui pensar?

Prometi, mas não consigo
É tão estranho,
você foi sempre só meu amigo.

Um papagaio que veio contar.

Pirata na capa
chapéu meio de lado
tapa-olho no direito
não quer ser amado
mas sim respeitado

Dinheiro e perigo
mas tão pequeno, o menino!
no barco amarrado
pronto para ser atirado

Lá embaixo,
nenhum tic tac
nenhum crocodilo,
mas tubarões a esperar

A prancha balançando
pula e rouba a espada
da um grande pulo
e do mundo terrível se salva.

Pára!

Desde quando você me provoca?
Não sei se gosto,
e pra falar a verdade
me deixa um pouco magoada.

Desde quando você se vinga?
Me sinto culpada
por algo bobo, ainda.
Babaca.

Desculpa,
mas é que me dói descobrir
que talvez,
talvez não sejamos tão alma-gêmeas assim.