"Era proibido entrar. Uma cerca de madeira rodeava a casa. Lá, as pessoas tinham gravado seus recados para o poeta. Não tinham deixado nenhum pedacinho de madeira descoberta. Todos falavam com ele como se estivesse vivo. Com lápis ou pontas de pregos, cada um tinha encontrado sua maneira de dizer-lhe: obrigado.
Eu também encontrei, sem palavras, a minha maneira. E entrei sem entrar. E e silêncio fomos conversado (...)" (Neruda/1, em O Livro dos Abraços, de Eduardo Galeano)
"(...) com tranca e cadeado e debaixo de sete chaves, habitada por ninguém, fazia muito tempo." (Neruda/2, em O Livro dos Abraços, de Eduardo Galeano)
Mas nunca em casa.
Certo Dia
4 horas atrás