sábado, 7 de novembro de 2009

O nosso clichê não existe.

gabi:
sei lá, tem uma magia a mais quando você tá beijando não só o corpo da pessoa, mas a alma dela também.
Grazzi:
que lindo isso gabi!
gabi:
talvez seja só besteira minha, mas eu acho.
Grazzi:
não, faz sentido
mas eu não sei se já beijei uma alma :x
gabi:
às vezes você sabe que não consegue beijar a alma, mas dá pra sentir que ela te beija.
eu não sei explicar. tem coisas que palavras não servem.
acho bonito.
Grazzi:
o que serve ?
gabi:
nada, acho. só sentimento.
mas sentimento é muita coisa.
e pouca ao mesmo tempo.
Grazzi:
coisas para quais nada serve; ou só o sentimento:
o sonho faz parte do sentimento? e o carinho ?
gabi:
faz, tudo que se sente é sentimento.
Grazzi:
e o que não sente, o que se acha?
gabi:
acho que é mero acaso.
o que não sente não vale a pena, na maioria das vezes.
porque pode parecer que preenche o vazio, mas não preenche.
é só uma ilusão, ilusões são passageiras e no final sempre se percebe que talvez não valeram tanto a pena.
podemos tentar nos enganar, mas é da humanidade nunca se contentar com pouco.
a gente quer as coisas por inteiro.
não aceitamos ficar com apenas um pedaço, muito menos quando é algo que queremos muito.
Grazzi:
e quando a gente só consegue um pedaço ?
gabi:
ou a gente se chateia no começo, mas aceita e se acostuma,
ou se magoa e não aceita.
mas eu não sei, não sou dona das respostas do mundo.
nem quero ser. saber não tem graça. não saber tudo. se a gente entendesse tudo, não teria o que pensar.
Grazzi:
sim, por isso a gente tá conversando, não ?!
gabi:
é, acho.
Grazzi:
:)
e quando você sente, e quer, e procura e tenta, você as vezes não tem medo ?
gabi:
sempre.

Tem gente que é poesia.
Tem gente que faz você se sentir poesia também.

Eu só engano.

Não sei escrever bem.

Se eu soubesse, conseguiria escrever de forma que não ficasse claro (para aqueles que realmente não podem saber) que estou praticamente apaixonada por quem não deveria estar, que estou morrendo de ciúmes e que isso tudo está me doendo.

Mas não consigo.

É tudo tão forte que escrever cheio de metáforas e outras figuras de lingüagem seria como jogar um elefante para debaixo do tapete.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

João 8:7

Pedras nas minhas pernas,
pedras na minha cabeça.
Pedras do círculo internas,
salvador da ceia na mesa.

Quem nunca pecou que atire a primeira,
a segunda e também a terceira,
É tão fácil escolher o alvo
e atirar a pedra certeira.

Cadê aquele cara,
aquele aquele da barba?
Cadê ele agora,
pra impedir a coisa errada?

Parece que ninguém nunca errou,
parece que ninguém nunca amou.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Estou aflita.

E sei que não tem poesia nenhuma nisso, mas é tudo que tenho a dizer. Estou aflita. Acho que talvez esteja me perdendo dentro de você, e acho também que sei que é algo que eu não deveria fazer. Na verdade é uma mistura de adrenalina, medo e dor.
Tenho o costume de precipitar as coisas, principalmente o sofrimento. Mas não sei, talvez eu esteja certa dessa vez. É loucura demais, ninguém entende. Como vão entender o que nem eu - que estou aqui dentro (e ao mesmo tempo tão fora) - entendo?

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Aquele velho gosto de tetraidrocanabinol.

Aí ele sentou ao meu lado,
tentou segurar minha mão,
arrumar meu cabelo despenteado,
preencher meu coração
há muito tempo abandonado.

Disse tudo que eu jamais ia dizer,
me ofereceu um baseado,
mas sabia que iria perder
apesar de tanto amor
há tanto amontoado.

E antes de pra longe correr,
me deixou só, um abraço apertado.
E nos meus dedos,
o canabinol amassado.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Talvez seja triste,

mas é (a) só verdade.

Ah!, aquela vista!
Ah!, aquele verde quase escarlate!
Ah!, embaixo daquela árvore,

Saudade...

Rimas patéticas por aí.

Tenho andado
por aí subindo.
Tenho amado por aí...
caindo.

Tenho cantado
por aí querendo.
Tenho jogado por aí...
perdendo.