Inefabilidade.

Alma dizia se apaixonar só pra não perder o costume. Não queria desaprender o amor, então tentava sentir aquilo sempre, trazendo ou não calor. Simplesmente porque gostava daquele sentimento, independente de ser correspondido ou reconhecido.
De segunda-feira, amava um desconhecido no trem.
De vez em quando, às quartas, encantava-se pela paixão entre um casal de velhinhos que sentava sempre no mesmo banco perto de um jardim pelo qual ela passava.
Nos sábados, apaixonava-se por personagens das grandes telas, que dividia com as mocinhas de tais filmes.
Alma passava sempre despercebida, amando. Sentia-se amada só por amar. Acreditava que o fato do mundo lhe dar tantos amores era a forma que tinha de mandar amor de volta.
E assim, era feliz.

7 comentários:

Maria Fernanda Probst disse...

Hei de aprender a.

:*

Júlia disse...

Adorei o texto.
Beijos.

yara b . disse...

um dia eu aprendo também.

:)

Nathália von Arcosy disse...

É exatamente isso que eu faço, diariamente. E quer saber? Sou feliz assim também.

E à noitinha, tenho minhas paixões escondidas nas páginas de alguns livros que sempre volto a ler.

Desirée disse...

pelo menos amava, de verdade e coração!

Vicky Doretto disse...

"E assim era feliz."
quem sabe um dia eu também não aprenda a ser feliz?...

Amei o post

bjão =^.^=

Rita disse...

Alma definitivamente sabe viver...

;)